AGRICULTURA

Umuarama recebe nesta semana o Seminário Estadual do Projeto Alho Livre de Vírus

Data de publicação: 17/03/2025

produtora separa cabeças de alho em uma mesa

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Nesta terça-feira (18) e também na quarta (19), Umuarama sediará o seminário estadual do projeto ‘Alho Livre de Vírus’ dentro da programação técnica da 50ª Expo Umuarama. Experiências no cultivo de alho das diversas regiões do Paraná, bem como o resultado do projeto no Estado, serão relatados aos participantes. O evento é uma ação conjunta entre o Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná) e a unidade de hortaliças da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).

Originário da Ásia Central, o alho é cultivado há mais de 5 mil anos pelos hindus, árabes e egípcios. No Brasil, a cultura foi introduzida pelos portugueses na época da colonização. Cultivado inicialmente apenas para suprir a demanda de consumo familiar, somente a partir do século XX o cultivo ganhou importância comercial.

No projeto ‘Alho Livre de Vírus’, a Embrapa Hortaliças e o IDR-Paraná repassam sementes de alho para uma organização de produtores – no caso a Cooperativa dos Produtores Rurais de Umuarama (Cooperu) – que se responsabiliza pela multiplicação das sementes e distribuição aos cooperados.

“As sementes são multiplicadas em estufas com telas antiafídicas, para não permitir entrada de insetos vetores que possam contaminar o material, e depois repassadas aos produtores selecionados para o cultivo do alho. Estes se comprometem a devolver depois um percentual de sementes para que a Cooperu repasse para mais produtores”, explica o agrônomo e coordenador de projetos do IDR-PR na região, Ednilson Simone. A assistência técnica ficará por conta do IDR e da Secretaria de Agricultura da Prefeitura de Umuarama.

O alho é um produto de alto valor e custo de produção relativamente baixo, mas que demanda certa tecnologia. Na safra de 2024, o alho livre de vírus foi cultivado por três produtores cooperados que obtiveram bons resultados – média de 10 kg de produto para cada quilo de sementes plantadas. Na safra de 2025 a previsão é que dez produtores cultivem o produto no município.

Para mais informações, os interessados podem entrar em contato com o IDR-PR de Umuarama – fone (44) 3621-3250; a Secretaria Municipal de Agricultura – (44) 98823-0242; ou o agrônomo e gerente da Cooperu, Márcio Resende – (44) 98838-6473. Os participantes do seminário conhecerão mais sobre o cultivo do alho como opção de diversificação de renda para a pequena propriedade.

INFORMAÇÕES TÉCNICAS

Por ser uma planta de clima ameno, temperaturas entre 10 e 15 ºC são essenciais para a formação da cabeça do alho. Outro fator importante é o fotoperíodo (horas entre o nascer e o pôr do sol). Os cultivares possuem fotoperíodos críticos, só formando o bulbo com determinado período de horas de luz diárias. As cultivares do grupo nobre (bulbos com até 20 dentes por cabeça, de alto valor comercial) exigem mais horas de luz que as cultivares do grupo comum (semi-nobre), que são mais rústicas e de aparência menos atrativa ao consumidor.

A maioria dos produtores utiliza alho-semente de suas próprias lavouras, selecionando bulbos e dentes pequenos, inviáveis para comercialização, para formar a lavoura do ano seguinte. Estas lavouras apresentam alto grau de perdas de rendimento ocasionadas por deficiências nutricionais, pragas e infecções virais. A degeneração se deve à propagação vegetativa do alho, que em cultivos sucessivos tende a perpetuar e agravar sintomas advindos da infecção viral – os vírus são o principal agente indutor desta anormalidade.

De acordo com pesquisas, a degenerescência tem como consequências a redução gradual da produção e a perda da qualidade e da capacidade de conservação do alho no armazenamento. Por isso, é fundamental a renovação das sementes a cada safra.

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