EDUCAÇÃO AMBIENTAL

Pequenas polinizadoras, abelhas dão grandes lições inclusive na escola

Data de publicação: 17/04/2026

crianças visitam universidade e conhecem abelhas sem ferrão

Alunos da Escola Carlos Gomes (Santa Eliza) descobrem o mundo das abelhas em visita e planejam meliponário próprio, dentro do Programa Agrinho

Alunos do 5º ano ‘A’ da Escola Municipal Carlos Gomes, do distrito de Santa Eliza, tiveram uma enriquecedora experiência pedagógica dentro do Programa Agrinho. O início do projeto ocorreu em visita à Fazendinha, no Parque de Exposições Dario Pimenta Nóbrega, onde aprenderam sobre as abelhas sem ferrão com professores e estudantes da Universidade Estadual de Maringá (UEM).

A visita despertou neles curiosidade e encantamento, principalmente pela variedade de espécies inofensivas e sua importância para o meio ambiente. Outro momento intrigante ocorreu no ambiente escolar, quando um enxame fez morada no telhado da escola. A situação despertou medo e curiosidade dos alunos, que passaram a fazer questionamentos.

Por que as abelhas apareceram na escola? Será que o ambiente escolar faz parte do habitat desses insetos? Elas pertencem apenas à floresta? Perguntas como essas lançaram discussões em sala de aula sobre o papel das abelhas no meio urbano e a importância de preservar espaços que favoreçam a biodiversidade e o cuidado.

As abelhas europa foram retiradas da escola por um apicultor, por ser um espaço inapropriado e pelo risco que representam aos alunos. Além deste enxame, as crianças encontraram outros dois no pátio, de abelhas Jataí, uma variedade sem ferrão. Após esses fatos, o professor Felipe Henrique Pizzi e a turma do 5º ano iniciaram uma nova experiência pedagógica.

Uma visita ao meliponário da UEM, no câmpus de Umuarama, proporcionou uma vivência prática e significativa. No local, os estudantes observaram diferentes espécies de abelhas nativas sem ferrão, compreenderam seu papel na polinização e refletiram sobre a preservação da biodiversidade.

O responsável pelo meliponário, professor Valdir Zucareli, repassou conhecimentos de forma acessível e despertou ainda mais o interesse dos alunos, abordando desde a produção de mel à organização das colmeias e a relevância das abelhas para o equilíbrio dos ecossistemas.

O entusiasmo das experiências se transformou em ação. A turma decidiu implementar um meliponário no ambiente escolar, sob a supervisão do professor, transformando a unidade de ensino em um polo de preservação e estudo para toda a comunidade. “É a educação ambiental além dos portões da escola”, completou o professor.

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