ASSISTÊNCIA SOCIAL
Capacitação reúne profissionais e conselheiros para melhorar atendimento
Data de publicação: 18/09/2026
Em parceria com a Secretaria de Assistência Social da Prefeitura de Umuarama, o Conselho Municipal de Assistência Social (CMAS) realizou uma capacitação preparada pela comissão de comunicação, articulação, mobilização e capacitação no campus III da Universidade Paranaense (Unipar), nas duas últimas sextas-feiras (11 e 18/09). O treinamento envolveu conselheiros, trabalhadores de serviços governamentais e de Organizações da Sociedade Civil (OSCs) que integram a rede de atendimento do Sistema Único de Assistência Social (SUAS). A ideia foi proporcionar um espaço de formação, reflexão e troca de experiências sobre temas da atuação cotidiana no SUAS, fortalecendo a articulação da rede, a garantia de direitos e a qualificação do atendimento à população. No primeiro encontro, a professora Fernanda Garcia Velasquez abordou o tema “Direitos Humanos e seu contexto na prática”, com reflexões sobre responsabilidade do servidor público, LGPD, sigilo profissional e garantia de direitos. Nesta sexta-feira, 18, a professora Débora Mendes Baggio, mestre em Psicologia, conduziu a temática “Humanização no atendimento”, contemplando escuta qualificada, acolhimento, empatia, ética, comunicação, relações interpessoais e respeito à diversidade. Segundo a professora, a ‘humanização’ precisa deixar de ser uma virtude moral individual nas políticas públicas e virar posição ética, política e institucional. “A desumanização do atendimento nem sempre acontece por desconhecimento das normas, mas porque antigas formas de compreender pobreza, família, direitos e usuários continuam operando dentro das práticas novas”, explicou. Débora Baggio mencionou que o contrário de humanização não é ‘desumanidade’. “O oposto de uma prática humanizada é uma prática de objetificação. A humanização precisa alcançar as condições de trabalho e a gestão”, defendeu. Para ilustrar a palestra, a professora apresentou marcadores sociais atuais que mostram claramente as desigualdades existentes no país. Embora representem 56,5% da população total, pessoas pretas e pardas correspondem a mais de 70% de todas as pessoas pobres e extremamente pobres (IBGE 2024). “Quanto ao gênero, a pobreza atinge mais mulheres (28,4%) do que homens (26,3%). A população ocupada de cor/raça branca ganhava, em média, 69,9% mais do que a de cor/raça preta ou parda”, completou, e esse conhecimento é muito importante para orientar o trabalho dos profissionais na área social. A capacitação reuniu mais de 70 participantes.
Em parceria com a Secretaria de Assistência Social da Prefeitura de Umuarama, o Conselho Municipal de Assistência Social (CMAS) realizou uma capacitação preparada pela comissão de comunicação, articulação, mobilização e capacitação no campus III da Universidade Paranaense (Unipar), nas duas últimas sextas-feiras (11 e 18/09).
O treinamento envolveu conselheiros, trabalhadores de serviços governamentais e de Organizações da Sociedade Civil (OSCs) que integram a rede de atendimento do Sistema Único de Assistência Social (SUAS). A ideia foi proporcionar um espaço de formação, reflexão e troca de experiências sobre temas da atuação cotidiana no SUAS, fortalecendo a articulação da rede, a garantia de direitos e a qualificação do atendimento à população.
No primeiro encontro, a professora Fernanda Garcia Velasquez abordou o tema “Direitos Humanos e seu contexto na prática”, com reflexões sobre responsabilidade do servidor público, LGPD, sigilo profissional e garantia de direitos.
Nesta sexta-feira, 18, a professora Débora Mendes Baggio, mestre em Psicologia, conduziu a temática “Humanização no atendimento”, contemplando escuta qualificada, acolhimento, empatia, ética, comunicação, relações interpessoais e respeito à diversidade.
Segundo a professora, a ‘humanização’ precisa deixar de ser uma virtude moral individual nas políticas públicas e virar posição ética, política e institucional. “A desumanização do atendimento nem sempre acontece por desconhecimento das normas, mas porque antigas formas de compreender pobreza, família, direitos e usuários continuam operando dentro das práticas novas”, explicou.
Débora Baggio mencionou que o contrário de humanização não é ‘desumanidade’. “O oposto de uma prática humanizada é uma prática de objetificação. A humanização precisa alcançar as condições de trabalho e a gestão”, defendeu.
Para ilustrar a palestra, a professora apresentou marcadores sociais atuais que mostram claramente as desigualdades existentes no país. Embora representem 56,5% da população total, pessoas pretas e pardas correspondem a mais de 70% de todas as pessoas pobres e extremamente pobres (IBGE 2024).
“Quanto ao gênero, a pobreza atinge mais mulheres (28,4%) do que homens (26,3%). A população ocupada de cor/raça branca ganhava, em média, 69,9% mais do que a de cor/raça preta ou parda”, completou, e esse conhecimento é muito importante para orientar o trabalho dos profissionais na área social. A capacitação reuniu mais de 70 participantes.
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