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Risco de vida de crianças recém-nascidas é tema de encontro de enfermeiros na Prefeitura

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22 de nov de 2022 Saúde
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Risco de vida de crianças recém-nascidas é tema de encontro de enfermeiros na Prefeitura

Enfermeiros da Atenção Primária em Saúde (APS) de toda a região participaram de capacitação sobre o risco de vida de crianças com o médico pediatra e intensivista Dr. Kelson Rudy Ferrarini. O encontro, realizado na tarde desta terça-feira (22) no anfiteatro da Prefeitura, é resultado de uma parceria entre a Secretaria de Saúde de Umuarama, o Hospital Norospar, o Centro Mãe Paranaense e a 12º Regional de Saúde.

Os profissionais tiveram acesso a uma série de informações sobre o tema estratificação de risco segundo a Linha Guia Materno Infantil, estabelecida pelo Ministério da Saúde e pela Secretaria de Estado do Saúde (Sesa), e estabelece critérios para garantir o cuidado às crianças com maior probabilidade de adoecer e morrer. “A linha trabalha com três métodos de identificação do recém-nascido: 1) com risco habitual, 2) com risco intermediário e 3) com alto risco ao nascer, daí a importância de oferecer cuidados e atenção diferenciados a essas crianças”, indicou.

O médico falou ainda que os critérios da estratificação devem ser reavaliados, de forma contínua e dinâmica, durante o acompanhamento da criança até completar o segundo ano de vida, porque elas podem ter evolução que permita mudança no grau de risco. “Os riscos ao nascer, identificados em cada criança, devem ser definidos na alta da maternidade e na visita domiciliar pela busca ativa dos recém-nascidos. Além da estratificação ao nascer, salientamos que a estratificação de risco das crianças de 1 a 24 meses deve ser atualizada a cada consulta”, orientou.

O intensivista comentou ainda que o acompanhamento da criança deve ser realizado pela APS, podendo ser de forma exclusiva ou compartilhada com a Atenção Ambulatorial Especializada (AAE). “É preciso analisar também dados maternos, como idade, raça/cor, escolaridade, condições sociodemográficas, antecedentes pré-natais, perinatais (antes do nascimento do bebê) e neonatais. A continuidade do cuidado é um dos princípios que deve ser garantido à criança pelas equipes da APS e AAE, que devem atuar em unidade”, instruiu.

Entre outras orientações, Dr. Kelson Ferrarini falou sobre a necessidade de se compartilhar entre os profissionais de APS, informações importantes sobre os recém-nascidos, como as bilirrubinas até 14 dias de vida, os exames externos solicitados, a demora no retorno, os agendamentos do município, o plano de alta e os resumos da UTI neonatal, por exemplo. “Até 28 dias é fundamental ligar para o contato [mãe, familiares, etc.], verificar se necessita da central leitos, de exames, encaminhamentos ou leites especiais. É preciso ainda incentivar o aleitamento materno, ligando para o Banco de Leite no Norospar para quaisquer notificações que achar importantes”, resumiu.

 

 

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