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Alunos do Zilda Arns entrevistam médico do Ambulatório de Infectologia sobre HIV/Aids

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10 de nov de 2022 Saúde
Imagem Alunos do Zilda Arns entrevistam médico do Ambulatório de Infectologia sobre HIV/Aids
Alunos do Zilda Arns entrevistam médico do Ambulatório de Infectologia sobre HIV/Aids

O Dia Mundial de Combate à Aids é comemorado em 1° de dezembro, porém as atividades em homenagem à data já foram iniciadas no Ambulatório de Infectologia da Secretaria de Saúde de Umuarama. Na manhã desta quinta-feira (10), o médico infectologista Dr. Ricardo Delfini Perci recebeu alunos do Colégio Estadual Cívico Militar Dr. Zilda Arns, que o entrevistaram sobre HIV/Aids, sífilis, hepatites virais e outras infecções sexualmente transmissíveis.

A turma, coordenada pela pedagoga Adriani Pinesso Pessoa, questionou o médico sobre assuntos que já haviam sido abordados no decorrer do desenvolvimento do Projeto Prevenção e Sexualidade nas Escolas. “Apresentar esses adolescentes ao Dr. Ricardo Perci para nós é uma honra, pois sabemos que ele é um dos maiores e mais respeitados especialistas em infectologia de toda a região. Desta forma, eles puderam ter acesso a informações de suma importância para suas vidas”, comentou Adriani.

Entre as perguntas feitas ao médico, destaque para a importância do uso do preservativo, formas de transmissão das IST’s e como é realizado o diagnóstico e o tratamento da doença. “Projetos como este [Prevenção e Sexualidade nas Escolas] são fundamentais por apresentar aos adolescentes os meios de prevenção das IST´s devido às mudanças físicas, biológicas e psíquicas”, pontuou.

O infectologista destacou que, diferentemente do que muitos pensam, ser HIV positivo não é o mesmo que ter aids. “A aids é o estágio mais avançado da doença, quando o sistema imunológico encontra-se bem debilitado. Cuidar constantemente do paciente com aids e combater o preconceito que ainda envolve a doença são desafios que ainda persistem desde a descoberta do vírus HIV e quando ganhou repercussão mundial, no final de 1982”, afirmou.

Ele acrescentou que a aids é uma doença que não mata por si só. “Por causar um grande impacto no sistema imunológico, o paciente fica sujeito a doenças oportunistas, como a pneumonia, que surgem no organismo nesse momento de fraqueza. Assim sendo, não se morre de aids, morre-se das complicações geradas pelas doenças oportunistas”, detalhou.

A coordenadora do Ambulatório, Maria de Lourdes Gianini, alertou ainda que, até o momento, não existe cura para a aids, portanto é necessária uma proteção eficiente contra ela. “Ao criar um Dia Mundial de Combate à Aids, o objetivo era chamar a atenção sobre esse problema, desde sua prevenção até seu tratamento, e acabar com o preconceito. É importante mostrar para a população que não se contrai aids com um simples aperto de mão ou abraço em um paciente. Além disso, deve-se mostrar que, hoje, a aids não é uma sentença de morte, porém também devemos nos preocupar com sua transmissão, pois pode afetar a qualidade de vida de uma pessoa”, frisou, acrescentando que o projeto é desenvolvido pela psicóloga Lucineia Ceolin, da equipe do Ambulatório de Infectologia.


 

 

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