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Emoção e boas histórias marcam primeiro encontro de pioneiros de Umuarama

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1 de jun de 2022 Fundação Cultural
Imagem Emoção e boas histórias marcam primeiro encontro de pioneiros de Umuarama
Emoção e boas histórias marcam primeiro encontro de pioneiros de Umuarama

O início da programação das comemorações do aniversário de 67 anos de Umuarama foi realizado na manhã desta quarta-feira (1) no Centro Cultural Vera Schubert. O primeiro Encontro de Pioneiros reuniu cerca de 20 pessoas que contribuíram para a construção da cidade, em evento marcado por muita emoção – e boas histórias, contadas pelos pioneiros ou por seus representantes (filhos e netos).

Os trabalhos foram iniciados pelo prefeito Hermes Pimetel, que também fez um relato de suas lembranças e histórias de seus pais. “A vida era muito difícil, muito dura para todos. Hoje temos muitas facilidades, a tecnologia transformou tudo e me parece que tudo ficou rápido demais, acelerado. Um evento como esse, que reúne pessoas tão importantes para um bate-papo, deve ser repetido, porque certamente ouvir as histórias que vocês [imigrantes] contam é muito especial”, afirmou.

Chefe da Divisão de Eventos da Fundação Cultural de Umuarama, Rodrigo Fernandes Pereira foi o responsável pela organização do evento. Ele conta que entrou em contato com vários pioneiros que estavam listados em documentos arquivados da Fundação. “Temos consciência de que poderíamos ter convidado duas, três vezes mais pioneiros, porém para esta primeira edição nós tivemos de limitar. Mas com certeza, depois deste sucesso, já vamos começar a planejar um próximo encontro”, observou.

Representantes da família de Ebílio Uliana, que faleceu há seis anos, relataram várias histórias do agricultor, um dos primeiros a chegar à recém-aberta colônia no ano de 1955. “Meu pai foi um homem muito sério, muito correto e muito trabalhador, um incansável. Foi amigo de muitos dos pioneiros que estão aqui. Para nós, filhos e netos, deixou sua marca de homem de fé, que colocava Deus à frente e jamais deixou-se entristecer o desistir: sua dedicação à família, aos amigos e à cidade ficarão para sempre”, disse Ronaldo Sérgio Uliana.

Syldo Olinski, de 97 anos, esbanjou lucidez ao relatar histórias ainda muito vivas em sua memória. “Após trabalhar como empregado no Hotel Magestic, consegui comprar o local, financiado. Graças a Deus um tempo depois eu e minha mulher Angélica já conseguimos pagar e comprar outros terrenos. Trabalhei como contador e fui funcionário público. Cheguei aqui em 1956 e vi tudo muito cru, muito no começo. E sempre tive muita esperança e vontade de vencer, sempre lutando para que Umuarama fosse um lugar melhor”, declarou.

Waldemir Zanotto, de 85 anos, arrancou gargalhadas dos presentes ao relatar histórias do tempo em que era ‘delegado substituto’ e as rixas entre moradores ‘aqui do patrimônio’ e os de Cruzeiro do Oeste. “Umuarama pertencia a Cruzeiro e começou a crescer. Tínhamos já várias empresas e a arrecadação aumentava. Começaram a surgir fiscais que vinham de lá para querer o dinheiro daqui… fomos obrigados a intervir e impedir. Presenciamos vários ‘confrontos’, mas graças a Deus tudo ficou bem. Tenho muito orgulho de ter participado de tudo”, afirmou.

Antonio Pereira, de 85 anos, e a esposa, Marlene Fernandes Pereira, que chegaram aqui em 1957, também foram responsáveis por ótimos momentos durante o bate-papo. Ela relatou a realização de um sonho de ser artista de circo, realizado há poucos anos. “Desde criança queria ser de circo, tinha essa ideia. Mas a vida nos leva para outros caminhos. Um dia, já com netos, fui a um circo muito simples que chegou à cidade. Queriam alguém para ser voluntário para o atirador de facas. Meus netos quase desmaiaram de susto, mas eu tive uma das maiores emoções da minha vida, no palco, sendo uma artista, meio que entre facas voadoras”, registrou.


 

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