Notícias | Prefeitura Municipal de Umuarama

Notícia

Notícia

Escolas municipais vão substituir sirenes para não prejudicar alunos com autismo

Compartilhar:
29 de set de 2022 Educação
Imagem Escolas municipais vão substituir sirenes para não prejudicar alunos com autismo
Escolas municipais vão substituir sirenes para não prejudicar alunos com autismo

A educação inclusiva é uma determinação e uma realidade na rede municipal de ensino de Umuarama. Uma prova disso é a aprovação da Lei nº 4.585, sancionada há 10 dias pelo prefeito Hermes Pimentel, e que prevê a substituição de todos os sinais sonoros que possam afetar negativamente as crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA), tanto nas escolas quanto nos CMEIs (Centros Municipais de Educação Infantil).

A secretária de Educação, Mauriza Gonçalves de Lima Menegasso, destaca que todos os profissionais que fazem parte da rede municipal de ensino já trabalhavam de forma a garantir o conforto e a segurança dos alunos com TEA. “A Lei é muito bem-vinda, claro, pois estabelece e regulamenta de forma pétrea um cuidado que já vínhamos garantindo na divisão de Coordenação de Educação Especial (CEE)”, comenta.

Gradativamente os sinais sonoros serão substituídos por equipamentos que sejam os mais adequados e indicados por especialistas, conforme informam Maria de Lourdes Castanha de Freitas e Angela Pinto Tavares Baccarin, do CEE. “As Unidades Educacionais já são orientadas quanto aos cuidados com os estudantes com autismo e sua hipersensibilidade auditiva, tomando as devidas precauções para reduzir o estresse e a ansiedade que podem ser causados pela sobrecarga sensorial que esses estudantes podem sentir ao ouvir alguns tipos de sons. Desta forma, os alunos não serão, de forma alguma, constrangidos ou abalados”, detalham.

De autoria do vereador Cleber Marcos Nogueira, o Clebão dos Pneus, a Lei 4.585/2022 indica que as sirenes comuns, nos horários de início e término das aulas, bem como em outras ocasiões em que seja necessária a utilização de sinais sonoros para alertar ou comunicar algo aos alunos, devem ser substituídos por outros tipos de toques, tais como trechos de músicas ou de poesias, entre outros.