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Brasil é o 2º país no mundo onde mais se pratica o cyberbullying

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27 de jul de 2022 Assistência Social
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Brasil é o 2º país no mundo onde mais se pratica o cyberbullying

Centenas de adolescentes e jovens, a partir dos 12 anos de idade, estiveram no Centro Cultural Vera Schubert para discutir o cyberbullying, um tema que tem proporcionado muitos desafios para a sociedade nos últimos tempos. Promovida pelo Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA), em conjunto com a Secretaria Municipal de Assistência Social, o evento teve palestras com as professoras Laís Bueno e Ana Paula Becker, da UniAlfa Faculdade, contratadas pelo CMDCA para trabalhar com os jovens o combate às fake news e ao discurso de ódio na internet, proporcionando uma educação mais crítica e reflexiva.

Dezenas de jovens presentes manifestaram já terem sido vítimas de assédio virtual, que envolve o uso de redes sociais e ambientes de jogos para promover comportamentos hostis por uma pessoa ou grupo com a intenção de prejudicar o outro. Alguns também admitiram já terem praticado o cyberbullying.

“Infelizmente essa prática tem se tornado comum no meio virtual, com a falsa ilusão de que os autores não podem ser responsabilizados. Mas na verdade isso é crime e as autoridades policiais podem rastrear os agressores e aplicar as sanções, inclusive a prisão”, alertou o presidente do CMDCA, advogado Ivo Galdino da Silva.

A professora Laís Bueno, coordenadora dos cursos de Marketing e Pedagogia da UniAlfa, apontou que o Brasil é o 2º país do mundo em casos denunciados de cyberbullying – o 1º lugar é da Índia e o 3º dos Estados Unidos. “Essa violência digital é um crime contra a honra passível de prisão, que tem causado muito sofrimento e até suicídios por todo o mundo”, apontou.

Segundo a palestrante, pesquisa realizada em 30 países revelou que um em cada três jovens já sofreu assédio virtual e um em cada cinco já deixou ou trocou de escola por conta de ofensas recebidas nas redes sociais. “A palestra trouxe orientações aos participantes sobre como se comportar diante do problema e principalmente como ajudar a combatê-lo, não passando adiante as manifestações de assédio”, explicou a secretária de Assistência Social, Adnetra Vieira Santana.

Segundo ela, o jovem pode e deve contribuir para tornar a internet um ambiente mais seguro e menos tóxico. “Hoje em dia temos relatos praticamente diários de pessoas enfrentando problemas psicológicos por conta das agressões recebidas pelas redes sociais. Isso precisa ser evitado e combatido”, reforçou.

Durante a palestra os participantes preencheram o formulário com informações pessoais e dados de contato que serão utilizados para a confecção dos certificados. A impressão deverá ser feita pelo participante inscrito, diretamente no site da UniAlfa. Também participaram adolescentes da Guarda Mirim, atletas de escolinhas de futebol de campo, professores da rede municipal de ensino e as instituições Vida e Solidariedade e ARA – Associação de Recuperação dos Alcoólatras.

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