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  • 24/10/2013
  • Cultivo de eucalipto aumenta a renda do produtor na região de Umuarama
  • Categoria: Diversos
  • A inovação aplicada para aprimorar processos e produtos das empresas que integram a cadeia produtiva do setor moveleiro estará em debate durante a 2ª Semana da Indústria Moveleira de Umuarama e Região que acontece de 21 a 25 de outubro e oferecerá gratuitamente capacitações conduzidas por especialistas. A iniciativa é do Sebrae, em parceria com o Programa Agentes Locais de Inovação, Instituto Federal do Paraná (IFPR) e Senai.

    Atualmente, Umuarama é segundo maior polo moveleiro do Paraná, atrás apenas de Arapongas. Essa condição tem levado a administração municipal a planejar ações de apoio e incentivo ao setor, que gera muitos empregos, tributos e projeta o município em grandes centros comerciais. A produção de matéria-prima é um dos focos da Secretaria Municipal de Agricultura e Meio Ambiente.

    Além de atender à indústria, a produção de madeira também representa um ótimo negócio para o produtor rural. “Cientes dessas possibilidades abertas pelo mercado local e regional, estamos desenvolvendo um grande projeto de incentivo ao plantio de eucalipto, uma madeira de grande valor que permite uma série de aproveitamentos. A produção pode atender ao setor moveleiro, gerar biomassa para diversos subprodutos e serve também para a geração de energia”, afirmou o secretário Antonio Carlos Favaro. “Do eucalipto, tudo se aproveita”, disse.

    O secretário e o chefe da Divisão de Agricultura da secretaria, Cláudio Marconi, participaram nesta semana de um encontro com técnicos do Departamento de Florestas Plantadas (Deflop) da Secretaria de Estado da Agricultura e Abastecimento (Seab), escritório regional da Emater/PR, Banco do Brasil, empresários do setor e chefes de divisão de Agricultura e Meio Ambiente das prefeituras de Cruzeiro do Oeste e Altônia, além de Umuarama.

    “O governo do Estado também vem estimulando o cultivo de florestas de seringueiras e eucalipto – opção mais atrativa para a nossa região. Com imagens de satélite cedidas pelo Estado e visitas de campo mapearemos a área rural do município para identificar os cultivos de eucalipto, a localização exata, área plantada, variedades, estágios das plantas, realização de manejo e finalidades”, anunciou o secretário Favaro.

    Com um diagnóstico detalhado, a secretaria espera definir as ações necessárias e o tipo de incentivo que os produtores precisam para ingressar na atividade. “Vamos discutir o tipo mais adequado de madeira, diante das necessidades do mercado local e regional, se a produção será direcionada ao setor moveleiro (serraria), produção de energia (queima) ou produção de biomassa – destinação que aproveita até as folhas das árvores”, explicou.

    O município quer atuar ao lado dos produtores de forma planejada, produzindo de acordo com as melhores opções de mercado. “Dependendo da qualidade, manejo e dos anos de vida das florestas, as árvores podem dar origem a laminados – um dos materiais que permite a melhor remuneração ao produtor. Uma só árvore com 10 a 12 anos pode ser vendida mais de R$ 500,00. Calculando que o agricultor pode plantar até 300 árvores desse porte por hectare, a renda bruta após 12 anos pode atingir R$ 150 mil/ ha, ou cerca de R$ 12,5 mil por ano”, explicou Cláudio Marconi.

    O eucalipto também é rentável para quem não pode esperar tanto tempo. Se o destino do cultivo foi a produção de biomassa, por exemplo, o corte já pode começar a partir do primeiro ano, e vai aumentando a cada ano se o produtor aguardar o desenvolvimento das plantas. “A partir do quinto ano, a renda bruta pode atingir R$ 40 mil. Se dividirmos pelos 5 anos que o produtor vai aguardar, teremos R$ 8 mil ao ano por alqueire. Por hectare, são cerca de R$ 3.300 anuais (com o corte no quinto ano)”, acrescentou.

    Comparando com a bovinocultura de corte, a rentabilidade é bem maior. “Hoje os pecuaristas da região não conseguem uma renda muito acima de R$ 500,00 por ano/ha. É uma diferença expressiva, sem contar que o trabalho com o eucalipto é bem menor, bem como os investimentos”, comparou. “E ainda existe a possibilidade de integração entre as duas culturas, bem como de aproveitar áreas ociosas e íngremes da propriedade”.

    DEMANDA

    A falta de matéria prima no mercado é muito grande, seja para o setor moveleiro – que busca madeira em regiões distantes do Estado – quanto para a produção de energia, serraria e até palanques de madeira para cercas. “O potencial é enorme na região, por conta do clima e também do solo. A região de Umuarama (22 municípios) conta hoje com cerca de 15 mil ha de área plantada com eucalipto. A necessidade é de um crescimento anual de 10 mil ha, até atingir pelo menos 80 mil ha, apenas para abastecer o mercado consumidor local” acrescentou o secretário Favaro.

    A Secretaria de Agricultura e Meio Ambiente está à disposição do produtor rural para orientações e assistência técnica, bem como discutir o plantio de eucalipto. Por determinação do prefeito Moacir Silva, o projeto está sendo desenvolvido com critérios bem definidos, a fim de identificar o perfil dos interessados, a rentabilidade e o tipo de incentivos que o município vai oferecer. “É uma alternativa promissora. Se levada a efeito com planejamento, estudo e todos os cuidados, permitirá ótimos ganhos e a redenção do setor, penalizado por tantas intempéries e variações do mercado”, ponderou. O secretário Fávaro segue orientação do prefeito, que aposta na diversificação e no aumento da produtividade com uso de tecnologia e definição das melhores opções de produtos que se adaptam ao solo e clima de Umuarama e região.

    INOVAÇÃO

    O seminário promovido pelo Sebrae em Umuarama é voltado para os empresários e colaboradores, no setor moveleiro. Visa capacitar os trabalhadores para uma atuação mais profissional e preparar os empresários para traçar melhores estratégicas para o negócio.

    A abertura será no dia 21, as 19h30, com a palestra “A Transformação da sua carreira começa por você!”. O tema, direcionado para colaboradores, será abordado pelo consultor empresarial Luiz Paulo Corso, que também é especialista em Marketing e em Gestão de Pessoas. As outras quatro capacitações serão no período da manhã, a partir das 7h30, e as temáticas serão abordadas com foco em empresários.

    No dia 22, o tema é “O que é qualidade afinal?”, com o especialista Antonio Amaro Barreto. Dia 23, Ivã Vinagre de Lima fala sobre “Agregar valor, o que é isso?”. Dia 24, a capacitação será “A importância de um projeto”, com o arquiteto Cristiano Ricardo de Almeida. E no dia 25, Iuri Coutinho de Alencar encerra a Semana explanando sobre “Design de experiência”. As atividades serão realizadas no escritório do Sebrae/PR. A última capacitação acontece no Senai.

    As capacitações da Semana da Indústria Moveleira de Umuarama são gratuitas. Para participar, empresários e colaboradores devem se inscrever no Sebrae/PR, fone (44) 3622-7028. As vagas são limitadas.

     

    Programação

    21/10 – “A Transformação da sua carreira começa por você”, com Luiz Paulo Corso. Das 19h30 às 20h30, no Sebrae/PR. Vagas para 40 colaboradores.

    22/10 – “O que é qualidade afinal?”, com Antonio Amaro Barreto. Das 7h30 às 8h45, no Sebrae/PR. Vagas para 20 empresários.

    23/10 – “Agregar valor, o que é isso?”, com Ivã Vinagre de Lima. Das 7h30 às 8h45, no Sebrae/PR. Vagas para 20 empresários.

    24/10 – “A importância de um projeto”, com Cristiano Ricardo de Almeida. Das 7h30 às 8h45, no Sebrae/PR. Vagas para 20 empresários.

    25/10 – “Design de Experiência”, com Iuri Coutinho de Alencar. Das 7h30 às 8h45, no Senai. Vagas para 20 empresários.

     

    Eduardo Santos

    Fotos: Divulgação

    Assessoria de Imprensa/ PMU

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